A imagem vale mais do que as palavras. A fotografia da presidente Dilma Rousseff acompanhada por seus quatro antecessores no cargo fala por si própria e concede a medida certa da importância do que ocorreu nesta semana em Brasília. A Comissão da Verdade foi formalmente instalada numa bonita e simples solenidade na sede do governo brasileiro na presença dos quatro ex-presidentes.
Mas a presidente Dilma Rousseff foi além: ela iniciou seu discurso afirmando que Ulysses Guimarães teria um lugar de honra naquela solenidade. E mencionou o esforço de cada um dos seus antecessores no sentido de consolidar o estado de direito no Brasil. Lembrou de Tancredo Neves, o articulador da Assembleia Nacional Constituinte e da Nova República. A presidente resgatou a memória e o trabalho de seus antecessores para poder colocá-los lado a lado na criação de um novo país, este que resulta de 28 anos ininterruptos de regime democrático. Feito inédito na história do Brasil republicano.
Autógrafos - Seu discurso foi preciso. Objetivo, simples e capaz de com frases curtas atingir o alvo pretendido. Ele reunificou o país em termos políticos. Colocou Collor ao lado de Sarney, Lula junto de Fernando Henrique e depois levou todos para almoçar no Palácio da Alvorada. Lá, sem inibições, ocorreu confraternização generalizada a ponto de Fernando Collor pedir que seus colegas autografassem o cardápio do encontro. Lula e FHC se distanciaram dos demais em colóquio cheio de adjetivos e informações. O que foi conversado ficou guardado na memória dos participantes.
A criação da Comissão da Verdade é um gesto ousado da presidente da República, que foi guerrilheira urbana, presa, torturada e cumpriu pena de prisão. Ela não pode desbordar para a revanche, mas apenas sugerir que esse time de notáveis investigue a fundo o que de fato ocorreu na longa noite que desceu sobre o Brasil entre dezembro de 1968 e janeiro de 1979 – período em que o Ato Institucional número cinco esteve em vigor. Foi nessa época que o estado policial assumiu sua verdadeira face, sem disfarces, nem meias medidas. A censura existia abertamente, tanto na imprensa quanto nas manifestações culturais.
O governo Geisel começou o trabalho de abertura lenta e gradual. O presidente iniciou o trabalho de contenção dos “bolsões radicais, porém sinceros” que impediam a pacificação do país. Mandou recados à oposição, por diversos meios, para que seus opositores também contivessem os extremistas. Quem conduziu essas penosas negociações foi em primeiro lugar o então ministro da Justiça, Petrônio Portella. Ele e Thales Ramalho, pernambucano, secretário-geral do MDB, conversaram frequentemente em torno de uma garrafa de vinho. Vez por outra, Tancredo Neves frequentava o grupo. Uma vez o então poderoso Golbery do Couto e Silva se uniu a dois deles e abriu o jogo: contou em detalhes como seria o projeto da reabertura, lenta, segura e gradual.
O projeto envolvia revogação do AI-5, anistia recíproca, longamente negociada com os militares, e a permissão para que os asilados retornassem em segurança ao Brasil. Isso ocorreu no início dos anos oitenta já no governo Figueiredo. Em seguida surge o movimento popular, que tinha a liderança de Ulysses Guimarães, em favor das diretas já. O projeto de lei foi resultado da inspiração do deputado Dante de Oliveira. Incendiou o país e forçou a entrada em cena da democracia de massa. As grandes multidões foram para as ruas em comícios de um milhão de pessoas. A emenda não foi aprovada no Congresso, mas inviabilizou a manutenção do antigo regime.
Desenho - O Colégio Eleitoral, desenhado com régua e compasso para eleger o candidato governista, teve sua composição alterada quando um grupo de parlamentares do antigo PDS abriu uma dissidência – que passou a se chamar PFL – e permitiu a eleição de Tancredo Neves. E Tancredo correu o país, ao lado de Ulysses Guimarães, com a ideia de convocar a Assembleia Nacional Constituinte e criar a Nova República. Ele morreu na véspera de sua posse, mas Sarney, à sua maneira, deu sequencia ao que havia sido arquitetado anos antes pela oposição.
Depois veio Collor, com a abertura da economia e o confisco da poupança. Em seguida seu impeachment, um tremendo teste para as instituições nacionais. Mas, Itamar Franco assumiu o governo sem problemas, nem ameaças de golpe. Ele era difícil, complicado, exigente, no entanto foi o responsável por colocar FHC no Ministério da Fazenda junto com a equipe que faria o plano Real. A hiperinflação foi domada e o país, depois do marco regulatório da Constituinte, estava pronto para iniciar seu crescimento. Fernando Henrique foi eleito e reeleito presidente da República. Depois dele, Luís Inácio Lula da Silva, o metalúrgico. Levou os sindicalistas ao poder. Através dele, Dilma chegou à presidência. A primeira mulher a exercer o cargo no Brasil.
O governo Dilma não deverá ser notado por bons resultados na economia. O mundo está em crise. Os países da Zona do Euro, diante do previsível calote grego, vão viver dias difíceis. Espanha e Itália deverão enfrentar mar tempestuoso. O crescimento nacional será pífio. Os números das contas externas também. E a queda de juros não terá capacidade para modificar o que já estava ruim. Enfim, Dilma se prepara para entrar para a história pela reconciliação. A foto, que foi primeira página de todos os jornais, é a síntese de trinta anos da história política recente deste país. Um ciclo se fechou naquele dia. E a Comissão da Verdade é sua feliz expressão.
Artigo publicado no Jornal de Brasília.
O pregão da Bolsa de Valores de São Paulo começou o dia hoje em alta de 0,71% aos 54.422 pontos. O dólar comercial abriu em queda, mas passou ao positivo e opera agora cotado a R$ 2,008 na compra e R$ 2,010, a máxima do dia. Nesta sexta, como não há divulgação de indicadores econômicos importantes, os analistas avaliam que os investidores devem aproveitar o dia para comprar ações que ficaram muito baratas.
As principais bolsas da Europa abriram em queda, mas depois inverter a operação. O mercado repercute o rebaixamento do rating de 16 bancos espanhóis, entre eles o Santander, BBVA e Caixabank, pela agência Moody’s. A Espanha pediu a assessoria do Goldman Sachs para decidir quanto dinheiro precisará injetar no Bankia, instituição financeira que foi parcialmente nacionalizada na semana passada. Segundo especialistas, o Bankia, formado por sete instituições, precisará de 12 bilhões a 15 bilhões de euros em ajuda.
Na Europa, o índice FTSE, da bolsa de Londres, opera em queda de 0,76%, enquanto o índice CAC, da bolsa de Paris sobe 0,12%. O índice Dax, de Frankfurt, se valoriza 0,09% e o Ibex, da Bolsa de Madri, tem alta de 0,24%.
As bolsas asiáticas também apresentaram quedas diante da instabilidade na zona do euro. O índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou em baixa de 2,99%. A bolsa de Seul, na Coréia, teve uma queda expressiva de 3,4%. O Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, encerrou o pregão em queda de 1,3%. A bolsa de Xangai recuou 1,44% e a bolsa de Taiwan registrou perda de 1,15%.
A CPI do Cachoeira não disse até agora a que veio. Conseguiu criar uma polêmica com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e só. Não chamou ninguém de peso para dar depoimento ao colegiado. Convocou apenas atores menores na atuação da quadrilha do contraventor. O acordo entre os partidos está funcionando bem, até agora. Quanto menos apurar, melhor.
Porta-vozes do governo tentaram nos últimos meses esconder a realidade da situação econômico-financeira do Brasil diante da previsível debacle europeia. Agora, estão sendo obrigados a concordar que os principais indicadores da economia brasileira estão negativos e que o ano de 2012 praticamente já está comprometido. A retomada do crescimento fica para 2013.
O governo estuda as medidas de sempre. Um certo alívio fiscal, temporário, aumento de gastos públicos , redução de juros e investimentos. Exceção para o desoneração tributária, nada disso é fácil de ser realizado. As obras do programa de aceleração do crescimento estão atrasadas, não há como investir mais porque o tesouro tem seus limites. Além disso, a inflação está em níveis elevados. Se apertar mais o cinto, o governo chega onde os economistas querem. Mas tende a ser seriamente prejudicado nas eleições e nas suas relações com os partidos.
A situação não é boa e tende a piorar diante do sério problema grego. A Grécia deve sair da zona do euro embora a maioria de sua população deseje nele permanecer. No entanto, essa maioria rejeita as medidas de contenção prescritas pelo bloco. Ou uma coisa ou outra. Os gregos não conseguirão ter as duas ao mesmo tempo. Assim é possível que a corrida a bancos se acelere nos próximos dias lá e no resto da Europa.
No Brasil, a consequência imediata é a restrição ao crédito externo, a vertiginosa subida do dólar e a queda da bolsa de valores. Tudo isso junto tende a construir um cenário ruim para a economia brasileira que, neste mês, aliás, registra o pior índice de expansão da taxa de emprego dos últimos anos.
Presidente Dilma Rousseff, 18/05/2012
11h00 - Partida para São Paulo (SP), Base Aérea de Brasília (DF)
12h20 - Chegada a São Paulo, Aeroporto de Congonhas (SP)
14h50 - Visita à exposição “Guerra e Paz”, de Portinari, Memorial da América Latina, Salão de Atos, São Paulo
18h10 - Partida para Brasília, Aeroporto de Congonhas (SP)
19h30 - Chegada a Brasília, Base Aérea de Brasília (DF)
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A situação crítica em que se encontram as finanças da Grécia está provocando um terremoto nos principais centros financeiros do mundo. Os gregos estão promovendo uma corrida aos bancos comprando moeda forte para se proteger de um eventual retorno ao dracma. Com isso, bancos de várias nacionalidades estão expondo suas fragilidades. A crise é europeia, mas suas consequências vão se espalhar pelo mundo financeiro internacional. . O pregão da Bovespa abriu o dia em alta, mas inverteu o sinal acompanhando a aversão ao risco na Europa e EUA e recua 0,49% aos 55.611 pontos.
O dólar comercial se mantém hoje no nível de R$ 2 com a tensão nos mercados externos causada pela situação da Grécia e agora da Espanha. No final da manhã, a moeda americana era cotada a R$ 2,00 na compra e a R$ 2,002 na venda. No exterior, as principais moedas do mundo perdem valor frente ao dólar, com exceção do iene, que se valorizou após a divulgação do resultado do PIB japonês, que cresceu 4,1% em termos anualizados no primeiro trimestre.
Na Europa, as Bolsas caem por causa do receio de possível contágio da crise grega a países como a Espanha. O índice Ibex, da Bolsa de Madri, cai 1,04%; o Dax, da Bolsa de Frankfurt, tem perda de 0,65%; o Cac, de Paris, se desvaloriza 0,78% e o FTSE, da Bolsa de Londres, cai 1,08%.
Nos EUA, os pedidos semanais de auxílio desemprego se mantiveram inalterados em 370.000, abaixo dos 400.000 pedidos semanais e do patamar de 375.000 que indicam queda nos índices de desemprego nos EUA. Os índices acionários dos Estados Unidos abriram em alta, mas passaram a operar no negativo. Hoje pela manhã, o índice Dow Jones cai 0,17%, o S&P 500 perde 0,21% e o Nasdaq recua 0,25%.
As Bolsas da Ásia fecharam sem tendência definida, refletindo as preocupações com a Europa e números mais positivos da economia americana. Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,31%. As Bolsas da China se recuperaram e subiram com força. O índice Xangai Composto avançou 1,4% e o índice Shenzhen Composto também subiu 1,4%. Na Bolsa de Tóquio, no Japão, o índice Nikkei subiu 0,9%.
A solenidade de criação da Comissão da Verdade foi muito além de qualquer expectativa. A presidente Dilma Rousseff encontrou um caminho interessante e inovador. Formulou uma operação de Estado, não de governo e caprichou no discurso, costurado com atenção dos detalhes. Homenageou Tancredo Neves, Ulysses Guimarães e Itamar Franco, além de colocar a seu lado os ex-presidentes ainda vivos. Em seguida, os convidou para almoçar no Palácio da Alvorada.
Foi uma solenidade incrível em se tratando de Brasil. Seria incrível mesmo se realizada em país desenvolvido. Aqui é algo diferente e emblemático. Ex-presidentes de partidos e histórias diferentes, reunidos pela primeira mulher a chegar à presidência do país, para dar legitimidade à criação da Comissão da Verdade integrada por nomes acima de qualquer suspeita.
Ela fez justiça aos que antecederam e colocou a questão política numa dimensão correta. A evolução brasileira não foi obra isolada, nem de um ou outro político. Todos deram sua contribuição à consolidação da democracia no Brasil. A Comissão da Verdade seria o último capítulo para o país se encontrar com a sua história. E, finalmente, tirar todos os fantasmas do armário.
Presidente Dilma Rousseff, 17/05/2012
09h30 - Fernando Bezerra, Ministro da Integração Nacional, Palácio do Planalto
11h00 - Cerimônia de entrega do Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia à professora Maria da Conceição Tavares
15h00 - Izabella Teixeira, Ministra do Meio Ambiente
17h00 - José Eduardo Cardozo, Ministro da Justiça
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O pregão da Bolsa de Valores de São Paulo iniciou o dia em recuperação. Abriu em alta de 1,66%, aos 57.172 pontos. O dólar inicia os negócios hoje em queda de 0,54% cotado a R$ 1,9910 na venda e R$ 1,9890 na compra.
Na Europa, as Bolsas continuam em queda diante das incertezas quanto ao futuro da Grécia. O país anunciou que vai realizar novas eleições no dia 17 de junho e nomeou o juiz Panagiotis Pikramenos como chefe do governo interino. O que pesa agora sobre os pregões é a desconfiança de que muita gente esteja retirando dinheiro dos bancos gregos, com medo que o país deixe a zona do euro e adote moeda própria.
O Banco Central Europeu informou que vai continuar ajudando os bancos gregos a ter liquidez, o que acalmou investidores e provocou a recuperação dos papéis de bancos. A decisão vai na contramão do que o BCE vinha fazendo. A instituição tem recusado pedido de ajuda de outros bancos com problemas na região.
As Bolsas da Ásia voltaram a fechar em queda. Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 3,2%. Na China, o índice Xangai Composto recuou 1,2%, enquanto o índice Shenzhen Composto caiu 1,4% puxado por ações de bancos. No Japão, o índice Nikkei teve o seu pior fechamento em três meses e meio e encerrou com baixa de 1,1%.
A presidente Dilma Rousseff experimentou ontem o sentimento desagradável de ser objeto de uma vaia em solenidade pública. Foi a primeira vez que isso aconteceu com ela. Os prefeitos, reunidos em Brasília, não gostaram da resposta que ela ofereceu sobre a divisão dos royalties do petróleo. E capricharam no UUUUUUU, em uníssono.
Não adianta procurar responsáveis. Vaias acontecem. Todo político já passou por este momento de constrangimento. As vaias ensinam. Concedem mais humildade ao governante, oferecem a ele a oportunidade de sair de sua posição de arrogância e descer ao chão dos mortais. Os prefeitos querem mais dinheiro para tocar suas obras. E a divisão dos rendimentos do petróleo criaria essa possibilidade.
A vaia foi a única e precisa resposta ao governante. Eles têm que prestar contas em casa. Podem dizer a seus eleitores que não trouxeram o dinheiro,mas vaiaram a presidente da República em Brasília.
Presidente Dilma Rousseff, 16/05/2012
11h00 - Cerimônia de Instalação da Comissão Nacional da Verdade, Palácio do Planalto
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O pregão da Bolsa de Valores de São Paulo abriu o dia em queda, mas inverteu a tendência coma notícia de que a Grécia vai realizar novas eleições. Uma hora depois do início do negócio, o Ibovespa subia 0,68% aos 57.929 pontos. O dólar comercial manteve sua trajetória de valorização frente ao real e voltou a ser negociado a R$ 2 na manhã de hoje. O dólar turismo recua 0,46% nesta manhã, cotado a R$ 2,1200 na venda e R$ 1,7100 na compra.
O presidente da Grécia, Karolos Papoulias, admitiu nesta terça-feira o fracasso nas conversas com líderes partidários para a formação de um governo de coalizão. Segundo ele, o país realizará novas eleições, o que deve acontecer em junho. Mas a Grécia decidiu pagar uma dívida de 450 milhões de euros que vence hoje e que ficou fora do acordo de troca de bônus promovido pelo país em março.
Na Europa, as Bolsas operavam em alta no início da manhã inverteram o sinal. O índice Dax, da Bolsa de Frankfurt, cai 0,54%. O Cac, da Bolsa de Paris, perde 0,21%; o FTSE, do pregão de Londres, se desvalorizava 0,33% e o Eurostoxx, que reúne as principais blue chips da Europa, avança 0,69%. O Ibex, da Bolsa de Madri, também opera no negativo com perda de 0,31%.
Na França, o novo presidente François Hollande tomou posse e viaja a Berlim para discutir as medidas de austeridade da região com a primeira-ministra Angela Merkel. Hollande, socialista, defendeu em sua campanha ampliação do gasto público para a retomada do crescimento econômico.
Presidente Dilma Rousseff, 15/05/2012
10h30 - Cerimônia de abertura da XV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, Royal Tulip Brasília Alvorada Hotel
15h00 - Izabella Teixeira, Ministra do Meio Ambiente, Palácio do Planalto
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Está interessante observar a briga editorial das revistas Veja e Carta Capital. A primeira defende a liberdade de imprensa e proteção das fontes. O fato é que o repórter Policarpo Jr. Manteve encontros e fez telefonemas para Carlinhos Cachoeira para obter informações. A Carta Capital acha que isso é promiscuidade entre jornalismo e fonte. Um aproveita o outro.
Essa confusão ocorre à margem da CPI, mas é motivada pela decisão de ouvir Cachoeira e demais envolvidos nesta história. Essa CPI começou com os principais dados já revelados. O tiroteio é lateral. Um atira no outro tentando chegar a objetivos remotos na ação de cada um dos figurantes.
O pregão da Bolsa de Valores de São Paulo abriu hoje em queda livre de 1,58% aos 58.605 pontos. O dólar está em alta de 1,28%, cotado a R$ 1,9770. Os resultados refletem o receio do iminente colapso na zona do euro.
As negociações em Atenas, encabeçadas pelo presidente grego, Karolos Papoulias, prosseguem hoje, e os investidores já se preparam para uma “falência selvagem” do país, conforme palavras do vice-primeiro-ministro, Theodoros Pangalos. Para piorar a situação política na Europa, a chanceler alemã, Angela Merkel, sofreu, segundo ela própria, uma “derrota amarga” nas eleições regionais deste domingo, durante a eleição no Estado mais populoso da Alemanha.
Frente aos riscos de fragmentação da zona do euro, o investidor decreta a fuga dos ativos de risco. No horário acima, as bolsas de Londres, Paris e Frankfurt perdiam 2,00%, 2,41% e 2,05%, respectivamente, enquanto em Wall Street, o futuro do S&P 500 e o futuro do Nasdaq 100 tombavam 0,84% e 0,83%, nesta ordem.
Eleição é sempre bom período para o eleitor. Governantes se lembram dos cidadãos e o cercam de mimos na espera da recíproca, em termos de votos. Também por essa razão, o governo federal encaminhou hoje ao Congresso Nacional a Medida Provisória 568 que concede reajuste salarial a quase um milhão de servidores federais ativos, aposentados e pensionistas.
O valor do conjunto de medidas é de aproximadamente 1,5 bilhão de reais para 2012 e já estava previsto na Lei Orçamentária Anual deste ano. Ao todo, serão beneficiados 937.675 servidores. Segundo o Ministério do Planejamento, a MP 568 vai substituir o Projeto de Lei 2.203/2011, que foi enviado ao Congresso em agosto do ano passado e trata da reestruturação de cargos, planos de cargos e carreiras, além de tabelas remuneratórias bom período para o eleitor.
Presidente Dilma Rousseff, 14/05/2012
10h00 - Ideli Salvatti, Ministra-Chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Palácio do Planalto
15h00 - Cerimônia de lançamento da Agenda de Atenção Básica à Primeira Infância e de assinatura de termos de compromisso para construção de creches do Programa ProInfância/PAC2
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Os resultados das eleições na Grécia e na França demonstram que chegou ao fim o período em que foi possível impor goela abaixo os princípios da austeridade aos países endividados da Europa. Eleitores perceberam que recessão e deflação conduzem a mais recessão, deflação, desemprego e desesperança. Não há solução, nem luz no final de qualquer túnel. A união monetária, de que resultou a criação do euro, está muito perto de desmoronar como moeda única de tantos países. O primeiro a pular fora deste círculo de pressões fortíssimas poderá ser a Grécia.
A essa altura da crise, que já dura mais de ano, o efeito de uma eventual deserção grega será menor do que antes imaginado. Os bancos já se protegeram da quebradeira que poderá surgir se os gregos decretarem calote. O banco central europeu irrigou com um trilhão de euros o sistema financeiro para prevenir qualquer falha a partir de Atenas. Os espanhóis privatizaram banco perto da falência. O problema agora é cada vez mais grego. Eles podem retornar ao antigo dracma, desvalorizar a sua moeda, e agir como bem entenderem sem ter dar satisfação aos alemães.
Recado - O novo presidente da França, François Hollande, tem a responsabilidade de ser o personagem com capacidade de contribuir com algum oxigênio no ambiente carregado dos burocratas de Bruxelas, temperado pela intransigência da chanceler Ângela Merkel. Ele fala em crescimento e prosperidade. Todos os demais pregam austeridade, controle de gastos e recessão. Mas, nas duas eleições, em países distantes e diversos, os radicalismos que estavam esquecidos reapareceram com muita força. A extrema direita na França chegou a 18% dos votos. E o partido neonazista na Grécia tenta participar da formação do novo governo. É improvável que aconteça, mas é sintoma da nova situação. Um recado.
Até agora as políticas recessivas têm produzido apenas mais recessão. O Fundo Monetário Internacional informa que o produto interno bruto da Irlanda, Itália, Espanha e de Portugal vai diminuir se medido entre 2008 e 2013. A Grécia conseguirá resultado menos pior em consequência da renegociação de suas dívidas. O desemprego é assustador. Mais de 51% dos jovens entre 15 e 25 anos estão sem emprego na Grécia e na Espanha. O mesmo índice é de 36% em Portugal e Itália e 30% na Irlanda. Na França é de 20%. As pessoas não vão aceitar esse desastre sem protestar. Aliás, Sarkozy sentiu o peso do descontentamento popular que construiu junto com sua amiga Merkel. Ele foi o oitavo líder da zona do euro a perder o poder.
Os brasileiros conhecem este caminho. Recessões não levam a nada a não ser mais recessão, pobreza e descontentamento popular. A grande inflação dos anos oitenta ajudou muito a Tancredo Neves e seu amigo Ulysses Guimarães a tirar os militares do poder sem dar um tiro. Só na palavra. A irritação popular com as dificuldades da vida contribuiu para a má vontade contra o governo dos militares, além das questões políticas. As multidões foram para as ruas e antigos detentores do poder voltaram para os quartéis. Na Europa, as perspectivas são desoladoras. O FMI prevê redução do produto interno bruto na Grécia, Portugal, Itália e Espanha. No próximo ano se tudo correr bem, estes países conseguirão chegar a um brilhante crescimento zero. Os jovens mais capazes, mais sagazes, mais preparados já perceberam a armadilha. Vão emigrar.
Panela vazia - Quem ficar terá a chance de fazer a revolução. Bater panela vazia na porta do parlamento, na janela do governador até que um policial mais apressado dê um tiro e desencadeie a ira das multidões. Ninguém segura um processo desses. Até mesmo nos países islâmicos, habitualmente submissos ao poder central, as revoluções estão reescrevendo a história. Os europeus acostumados às tragédias das guerras no século passado devem saber que estão brincando com fogo. As políticas públicas exigem tempo para promover as mudanças pretendidas. Essa geração já sabe que perdeu o bonde da história. Daqui a uma década talvez eles se reencontrem com o crescimento econômico. É urgente mudar, gerar expectativas e criar empregos.
A Europa não é única, são vários países de etnias diferentes e objetivos diversos. Os países do norte da região estão em situação bem melhor do que os do sul. Os do leste, que foram comunistas pagam o preço da mudança de regime e lutam para se livrar dos efeitos da redução da atividade econômica. Ninguém gosta de viver sem expectativas. Os alemães já foram devastados em duas guerras, o país foi dividido por um muro de concreto, reassumiu a unidade nacional, mas sacrificou gerações no seu delírio de poder. Nos anos trinta, os europeus foram à guerra porque havia uma Alemanha poderosa, cercada por vizinhos empobrecidos, sob o vigilante e desconfiado olhar inglês. Deu no que deu.
Curiosamente, o socialista François Mitterrand foi o presidente da França que assinou o Tratado de Maastricht, que deu contornos finais à união europeia. François Hollande deverá proteger o patrimônio histórico de seu partido. Ele está se transforma no porta-voz do crescimento econômico, da geração de empregos e abertura de novas oportunidades para jovens europeus de diversas nacionalidades. Simboliza o novo na conservadora política do continente. O contrário disso é o provável fim da união monetária. Cada um cuidará de si. A Alemanha vai bem porque desfruta de base industrial respeitável. O país, que está em crescimento, é um oásis no deserto econômico europeu. Na verdade, o euro é hoje a moeda alemã.
Artigo publicado hoje no Jornal de Brasília.
O pregão da Bolsa de Valores de São Paulo abriu hoje em alta de 1,26% aos 60.537 pontos, mostrando tendência de recuperação das perdas recentes. O dólar comercial se mantém em alta de 0,13% cotado a R$ 1,9651 para a venda e R$ 1,9646 na compra.
Os principais pregões nas bolsas europeias operam no terreno positivo. O índice Ibex, da Bolsa de Madri, sobe 3,56%; o Dax, da Bolsa de Frankfurt, se valoriza 0,85%; o índice Cac, da Bolsa de Paris, ganha 0,38% e o FTSE, do pregão de Londres, tem alta de 0,29%. O índice Eurostoxx 50, que reúne as principais blue-chips da Europa, sobe 1,12%.
Na Espanha, o governo espanhol vai socorrer o Bankia, quarto maior banco do país, que será nacionalizado. O banco precisa de 7 bilhões de euros para zerar as perdas. Na Grécia, é pouco provável a formação de um governo de coalização e novas eleições devem ser convocadas. O país deveria receber nesta quarta 5,2 bilhões de euros do pacote de ajuda do Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e União Europeia, mas recebeu apenas 4,2 bilhões. Sem esse dinheiro, a Grécia não teria como pagar salários e fazer uma rolagem de dívida de 400 milhões de euros no próximo dia 15.
As bolsas na Ásia fecharam sem tendência definida. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, caiu 0,39%. O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, caiu 0,51% e índice Xangai Composto teve leve alta de 0,07%.
A resposta do procurador geral da República, Roberto Gurgel, foi de uma clareza rara vezes vista nos últimos. Ele disse que as pessoas que insistem na sua presença na CPI do Cachoeira estão com receio do julgamento do mensalão. Foi um tiro certeiro e com endereço conhecido. O procurador admite prestar depoimento por escrito. Ele não quer se desagstar antes do julgamento do alegado mensalão exatamente para poder defender na tribuna do Supremo a sua denúncia com tranquilidade e isenção.
Presidente Dilma Rousseff, 10/05/2012
11h00 - Guido Mantega, Ministro da Fazenda, Palácio do Planalto
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O pregão da Bolsa de Valores de São Paulo abriu hoje em que de 1.72% aos 59.329 pontos. O impasse na formação do novo governo na Grécia continua no foco dos investidores e provoca aversão ao risco. O dólar comercial iniciou o dia com valorização de 1,08%, cotado a R$ 1,9600 na venda e R$ 1,9570 na compra.
Na Europa, as principais bolsas estão em queda por causa da questão grega e da situação crítica dos bancos na Espanha, que podem receber uma injeção de dinheiro público para evitar insolvência. O Eurostoxx 50, que reúne as blue chips europeias, cai 1,45%; o Ibex, índice da Bolsa de Madri, se desvaloriza 3,30%; o Dax, da Bolsa de Frankfurt, perde 0,54%; o Cac, da Bolsa de Paris, cai 1,20% e o FTSE, do pregão de Londres, tem baixa de 1,21%.
Os pregões dos Estados Unidos também estão em queda. O índice Dow Jones, em Nova Iorque, caía 0,80%; o S&P 500 perdia 0,90%, e o Nasdaq Composto recuava 0,60%. As Bolsas da Ásia encerraram em baixa pelos mesmos motivos. A Bolsa de Hong fechou em baixa pela quinta sessão e o índice Hang Seng recuou 0,8%. Na China, o índice Xangai Composto caiu 1,7% e o índice Shenzhen Composto perdeu 1,7%. Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei perdeu 1,49%.
O cineasta Cao Hamburguer está decepcionado porque seu filme sobre a aventura dos irmãos Vilas Boas no centro-oeste foi assistido por apenas 250 mil espectadores. É um número ridículo se comparado ao Tropa de Elite 2 que alcançou mais de cinco milhões de espectadores, faz muito sucesso nas locadoras e é exibido toda hora na televisão. Índio, no Brasil, deixou de ter aquela imagem idílica que tinha há quarenta ou cinquenta anos.
Hoje índio quer educação, automóvel, avião e emprego. Em Roraima, onde eles possuem uma reserva maior do que Portugal, vivem em confronto com agricultores que querem expandir suas plantações. Às vezes, se aliam a eles. A questão dos arrozeiros foi exemplar. O Supremo Tribunal Federal proibiu que os brancos continuassem a plantar naquela área. Os maiores produtores se mudaram para a Guiana Inglesa, ali do lado, e os índios foram reclamar ao governador que perderam seus empregos.
Nesta semana, aliás, a Polícia Federal está dinamitando pistas de pouso e decolagem clandestinas, em Rondônia, situadas dentro de território indígena. Acontece que o branco não pode entrar naquelas áreas sem autorização da Funai. O traficante entra, paga uma boa quantia para os índios, e o negócio está feito. Faz da reserva o seu santuário. Índio quer dinheiro e ascensão social.
Agora o Senado pretende retomar o debate sobre mineração em terras indígenas. As organizações não governamentais e os ecologistas vão protestar. Mas para os índios é muito bom. Eles vão ganhar muito. Estes são alguns dos motivos que o índio há muito tempo deixou de ser aquele sujeito ingênuo de outros de outros tempos. Na Bahia eles recuperaram na região de Porto Seguro um belo e valioso território. São os índios pataxós. Enfim, índio quer ganhar dinheiro. Aliás, a população indígena no Brasil está crescendo. Isso é inédito no mundo.
Boa semana no Congresso. A comissão de Ética no Senado abriu o caminho para a cassação do mandato do senador Demóstenes Tores por quebra do decoro parlamentar. A CPI do Cachoeira começou com o depoimento sigiloso do delegado da Polícia Federal que praticamente repetiu tudo o que já dito e escrito no inquérito. Agora, a CPI tenta virar suas baterias contra a imprensa – especificamente contra a revista Veja – e o procurador-geral da República, que não teria oferecido denúncia há dois anos quando supostamente já teria informações robustas de corrupção nos altos escalões da República.
Depois virá o depoimento de Cachoeira e a briga para trazer os governadores para depor diante daquele colegiado. A Assessoria de Imprensa do governador Sérgio Cabral já se adiantou e revelou que o titular do governo do Rio passou, oficialmente, 128 dias em viagens internacionais. O governador de Brasília também já disse que a coleta do lixo, em Brasília, é realizada pela empresa Delta com o menor preço dessa atividade em todo o país. E que as pessoas que tinham contato com o contraventor já foram exoneradas.
Ainda assim a CPI vai fazer barulho. Talvez seja esse seu principal objetivo. Balançar um pouco a cena política. No segundo semestre, as eleições vão obrigar a paralisação dos trabalhos. Então, o que puder avançar será realizado até o final de junho. Muita fumaça e pouco fogo. Mas vai ser uma fase divertida.
Presidente Dilma Rousseff, 09/05/2012
10h00 - Fernando Bezerra, Ministro da Integração Nacional, Palácio do Planalto
11h00 - Vídeoconferência com o governador do Amazonas, Omar Aziz
15h00 - Izabella Teixeira, Ministra do Meio Ambiente
16h30 - Paulo Bernardo, Ministro das Comunicações
Agendas dos outros poderes:
http://www.stf.jus.br/portal/principal/principal.asp
O pregão da Bolsa de São Paulo experimenta hoje forte queda de 1,91%, aos 60.050 pontos, situação que vem a ser reflexo das preocupações do mercado em todo mundo com o futuro político da Grécia. O dólar é afetado pela aversão ao risco e sobe 1,04% frente ao real, sendo negociado a R$ 1,9410 na venda e R$ 1,9390 na compra.
As bolsas europeias operam em baixa por causa do anúncio de que o partido conservador não conseguirá formar maioria governista na Grécia. Isso poderia levar a novas eleições e mais instabilidade na região. A chance de que o país tenha que abandonar a zona do euro torna-se real, segundo analistas. Um possível calote da dívida soberana do país também voltou à pauta.
O índice da Dax, da Bolsa de Frankfurt, cai 1,22%; o FTSE, da Bolsa de Londres, tem baixa de 0,91% e o Ibex, da Bolsa de Madri, se desvaloriza 0,27%. O Eurostoxx 50, que reúne as blue chips da zona do euro, perde 1,40%. A queda mais forte é registrada no índice Cac, da Bolsa de Paris, que se desvaloriza 2,17%.
As Bolsas nos Estados Unidos também estão em queda. Há pouco, o índice Dow Jones caía 0,82%, o S&P 500 perdia 0,98% e o Nasdaq recuava 1,10%.
As bolsas da Ásia fecharam sem tendência definida hoje. O índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, fechou em queda pelo quarto dia consecutivo, com recuo de 0,25%, a 20.484,75 pontos. O Xangai Composto encerrou o pregão em queda de 0,12%, a 2.448,88 pontos, puxado pela queda nas ações de corretoras e financeiras. Em Tóquio, o índice Nikkei fechou em alta de 0,68%, a 9.181,65 pontos. O índice Kospi, da bolsa de Seul, avançou 0,54%, a 1.967,01 pontos.
A possibilidade de rompimento do pacto que criou o euro nunca esteve tão próxima como agora. Os gregos teriam resolvido a sua questão interna se tivessem a sua própria moeda, que seria desvalorizada, haveria uma recessão controlada por eles e pelos credores, mas não afetaria os demais países da região. E a França, agora com um presidente socialista, terá que se distanciar de Ângela Merkel, a duríssima chanceler alemã. Volta-se, portanto, de maneira geral ao cenário anterior a 1940. Uma Alemanha poderosa, cheia de vizinhos empobrecidos com uma Inglaterra desconfiada ao fundo.
O euro na verdade tornou-se praticamente a moeda alemã. Se os alemães decidirem retornar ao marco, o que é improvável, o euro acaba. Não é o caso da Grécia, cuja economia é pequena, mas tem o poder de abalar bancos de vários países e por consequência o bloco europeu e algumas instituições norte-americanas. A crise dos países da zona do euro ainda vai se aprofundar. E a questão econômica está balizando a ação política. É de se notar que tanto na Grécia quanto na França os partidos de extrema direita tiveram grande crescimento. Está quase pronto o caldo de cultura que produz o grande líder capaz de salvar o país.
Os Messias, na política, são muito perigosos. Costumam salvar a si próprios, às vezes nem isso, mas sempre arrasam o país e seu em torno.
Presidente Dilma Rousseff, 08/05/2012
10h00 - Miriam Belchior, Ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Palácio do Planalto
15h00 - Cerimônia de apresentação de Oficiais-Generais
16h00 - General-de-Exército José Elito, Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República
Agendas dos outros poderes:
http://www.stf.jus.br/portal/principal/principal.asp
O pregão da Bolsa de Valores de São Paulo opera em queda de 0,56% aos 60.473 pontos. O dólar comercial também está em baixa de 0,05% cotado a R$ 1,9250 na venda e R$ 1,9230 na compra. Os principais mercados europeus conseguiram reverter hoje o nervosismo inicial com os resultados das eleições na França e na Grécia. Agora operam em alta.
Na Ásia, os mercados asiáticos terminaram o pregão de segunda-feira em baixa. O Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, recuou 2,78%. O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, caiu 2,61%. Na China, o índice Shangai recuou 0,28% e Taiwan perdeu 2,11%.
As eleições na França e na Grécia poderão mudar o rumo dos acontecimentos no continente europeu. Na França, François Hollande, socialista, deve seguir a cartilha do partido: aumentar impostos, promover mais investimentos e tentar reduzir o desemprego por intermédio de investimento governamentais. É uma fórmula conhecida. O problema é que os cofres do governo francês estão vazios.
Na Grécia a situação é outra. O poder se fragmentou, a coalizão conservadora perdeu as eleições, mas a nova vanguarda não obteve número para fazer a maioria. Um governo de união das forças vencedoras terá dificuldades para se manter em pé. Não é impossível que a Grécia saia da União Européia e deixe a zona do euro.
Um e outro problema, o francês e o grego, têm poder para mexer com o humor dos mercados financeiros no mundo inteiro.

Perfil
André Gustavo Stumpf. Jornalista há mais de 40 anos, trabalhou em alguns dos principais jornais e revistas do País, reside em Brasília.
Recebeu vários prêmios e tem livros publicados. O mais recente deles, intitulado Da Minha Janela, foi lançado em 2010.
Histórico